União Europeia destina €55 bi para financiar a inovação ao redor do mundo

Brasil pode ser um dos principais destinos dos recursos. Programa foi apresentado na Fiep aos empresários do Paraná

Representante do FP7 no Brasil esteve na Fiep para anunciar 55 bilhões de euros destinados à inovação (Foto: Gilson Abreu)

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), por meio do Senai – Centro Internacional de Inovação, em parceria com a Inventta Inteligência em Inovação, trouxe à Curitiba nesta quinta-feira (8), o responsável pela área de cooperação internacional do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Paulo César Egler. A visita foi para apresentar aos empresários paranaenses, o Sétimo Programa-Quadro (FP7), o principal instrumento de fomento da Comunidade Europeia para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Até 2020 o programa pretende investir €55 bilhões para financiar projetos de organizações dentro e fora da Europa.

No Brasil, o IBICIT, órgão ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), criou, em 2005, o programa B.Bice (Bureau Brasileiro para a Ampliação da Cooperação Internacional com a União Europeia) com o objetivo de melhorar a cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) entre o Brasil e os países da União Europeia. Desde a criação do B.Bice, o Brasil já aprovou 186 projetos de 262 instituições participantes. Colocando o país entre os cinco – fora da Zona do Euro – com maior número de projetos e recursos captados, €50 milhões aproximadamente, de uma lista encabeçada pelos Estados Unidos. “O Brasil tem potencial tecnológico para aumentar significativamente o número de projetos aprovados no FP7”, afirma Egler. “Precisamos conscientizar o setor produtivo brasileiro para que estes assumam uma perspectiva mais universal e menos local”.

Para a consultora da Inventta Inteligência em inovação, Manoela Soares, as empresas brasileiras têm uma atitude reativa em relação aos editais de fomento para inovação. “A maioria das empresas brasileiras não planejam a busca por recursos”, alerta. “As empresas esperam a publicação do edital para começar a escrever o projeto. O problema é que o período entre a abertura e a data limite para apresentação de projetos é curta, em média dois meses, por isso é grande o número de projetos reprovados ou não entregues”.

Fiep monitora recursos para inovação

Percebendo o crescente número de editais públicos e, também, o interesse de fundos privados de recursos destinados ao financiamento de projetos inovadores, a Fiep criou, em 2010, o Núcleo de Capital Inovador (NCI). Formado por uma equipe técnica especializada na captação de recursos, o NCI monitora as oportunidades de recursos públicos e privados dentro e fora do Brasil, além de ajudar os empresários do setor produtivo paranaense na elaboração de projetos, na capacitação para a aplicação dos recursos captados e na identificação de oportunidades para diferentes fundos de investimento.

Em apenas seis meses efetivos de atuação, mais de cem empresas do Paraná foram impactadas e cerca de R$ 21 milhões em recursos foram captados com o apoio dos consultores do NCI. Entre as ações de destaque estão a realização do Fórum Sul-brasileiro de investimentos, que reuniu empresas dos três Estados do Sul com os principais fundos de investimento do Brasil; e a criação da primeira Rede de Investidores Anjos do Paraná, que já conta com um case apto a receber recursos do grupo. Para saber mais sobre as ações do NCI acesse www.capitalinovador.org.br.

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