Reunião do Conselho Setorial do Trigo foi seguida pela criação da Câmara Técnica Trigo Mais Paraná, onde serão discutidos conjuntamente as políticas para o setor

Empresários e sindicatos industriais reuniram-se na Fiep para o Fórum Setorial do Trigo (Foto: Mauro Frasson)
A infraestrutura deficiente e a alta carga tributária foram os principais gargalos apontados pelos empresários e lideranças sindicais da cadeia do trigo, que inclui o setor de moagem, panificação, massas e biscoitos, durante a reunião do Fórum Setorial do Trigo, ocorrida na última sexta-feira (22) na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
De acordo com o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, a intenção da reunião é identificar os principais entraves ao desenvolvimento do setor e elencar as ações que devem ser tomadas pelo Sistema Fiep, pelos governos Estadual e Federal e pelos próprios empresários e sindicatos industriais. “A intenção é que a gente perceba dentro da cadeia produtiva todas as dificuldades e potencialidades do setor”, afirmou.
Historicamente, o Paraná detém a maior produção nacional de trigo em grão. O Estado também possui o maior parque moageiro do país, contando com 87 moinhos ativos. O número total de empresas da cadeia do trigo experimentou um crescimento de 64,2% nos últimos anos, passando de 2.880 empresas em 2002 para 4.729 em 2010. “Estamos falando de um produto em que o Paraná é o principal player do país”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria do Trigo do Estado do Paraná (Sinditrigo), Marcelo Vosnika, que durante a reunião assumiu a coordenação do Conselho Setorial da Cadeia do Trigo da Fiep.
Outras demandas dos empresários se referem à formação de mão-de-obra para o setor e capacitação dos empresários. Para enfrentar estas questões, o Senai vem atuando em diversas frentes. Foram criados mais de 30 cursos na área de panificação e cursos na área da moagem de trigo. Para atender as cidades mais afastadas dos grandes centros, existe uma unidade móvel, a “Carreta da Panificação”, onde os cursos são realizados.
Outras ações estão a caminho, como a construção de um moinho escola na região de Cascavel, programas de qualificação para padarias gourmet, serviços de análise laboratorial e apoio no acesso a editais de inovação no setor.

A Câmara Técnica Trigo Mais Paraná reuniu, além de empresários, os outros elos desta cadeia produtiva (Foto: Gilson Abreu)
Câmara Técnica – Também na sexta-feira (22) foi criada na Fiep a Câmara Técnica Trigo Mais Paraná, que congrega, além de entidades empresariais, outros componentes da cadeia do trigo. O objetivo da câmara é fortalecer o setor como um todo, tornando-se uma plataforma institucional para a defesa dos interesses desta cadeia produtiva.
Com uma estrutura horizontal, a câmara reúne componentes do setor industrial, do setor agrícola, entidades de financiamento à produção e entidades representativas de classe, ficando sua coordenação a cargo da Fiep e do Sinditrigo. “Nosso objetivo é estabelecer prioridades para pleitear políticas apropriadas para o trigo”, afirmou Campagnolo. “Se unidos já é difícil, desunidos fica impossível”, completou o dirigente da Fiep.
Durante sua primeira reunião a Câmara Técnica elencou três principais temas que devem ser encampados pelo bem do setor tritícola do Estado: “Qualidade do trigo e nova classificação do cereal”; “Produção de Trigo no Paraná X Moagem Industrial”, e “Estímulo à Produção de Trigo”
Participaram deste encontro representantes da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB); Embrapa Trigo, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR); Organização das cooperativas do Estado do Paraná (OCEPAR); Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB-PR); Sociedade Rural dos Campos Gerais (SRCG), além de empresários do setor de alimentos e do Sindicato das Panificadoras e Confeitarias dos Campos Gerais (SINDPANCG), do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Estado do Paraná (SIPCEP), Sinditrigo e empresários do setor.





