Senai-PR adquire micro destilaria de Etanol para cursos do setor sucroenergético

Instalado no Senai Maringá, equipamento permite que os alunos acompanhem e aprendam como se dá o processo de produção do Etanol

Fernando Kenji explica que a micro destilaria funciona como uma grande usina (foto: Ana Paula Ribeiro)

Uma micro destilaria de Etanol, adquirida pelo Senai Paraná no segundo semestre deste ano, está facilitando e aprimorando a formação de profissionais para o setor sucroenergético de Maringá e região. Instalada na unidade de Maringá, o equipamento tem fim didático e atende aos alunos do curso de biotecnologia e dos cursos “in company” – realizados dentro das indústrias. A micro destilaria é fabricada pelo Senai de Alagoas, dentro de um projeto do Senai Nacional.

A aquisição do equipamento pelo Paraná se deu em função da necessidade de qualificação na área sucroenergértica. Hoje o Paraná conta com 30 usinas, grande parte delas na região de Maringá e há grande demanda de qualificação para esse setor, que está em crescimento.

“Ter uma micro destilaria é uma iniciativa muito válida e vem ao encontro dos nossos esforços de inserir os trabalhadores braçais, cortadores de cana em atividades melhores remuneradas e com um ambiente de trabalho mais agradável”, afirma Miguel Rubens Tranin, presidente da Alcopar-PR. “Temos como meta a qualificação do nosso trabalhador e o Senai vem somar conosco nesse sentido”, diz ele.

Segundo dados da Alcopar, o setor, que gera mais de 80 mil empregos diretos e 500 mil indiretos no Estado, processa mais de 45 milhões de toneladas de cana ao ano. A produção chega a 1,9 bilhões de litros de etanol, dos quais 400 milhões são exportados.

A Micro destilaria funciona como uma usina de grande porte e demonstra todo o processo de produção do etanol, abrangendo  as etapas de extração e tratamento de caldo, fermentação e destilação. Embora as etapas de extração e centrifugação sejam didáticas, a destilação e a fermentação são realizadas com equipamentos de tamanho menor, mas que seguem os princípios de uma usina.

O equipamento conta ainda com um IHM (Interface Homem Máquina) e um sistema supervisório (que permite, através de um painel, que sejam monitoradas e rastreadas as informações do processo produtivo), abrangendo mais que apenas a área química do processo.

A micro destilaria é utilizada, ainda, em algumas disciplinas para cálculo de balanço de massa e conversão de unidades. Outros cursos já se utilizaram do equipamento para extração de DNA de diferentes organismos, inclusive leveduras.

O responsável pelo curso de biotecnologia do Senai Maringá, Fernando Kenji Jacojaco, explica que o processo de produção do etanol começa na moenda, que recebe a cana de açúcar para extrair o caldo. “Depois, o líquido vai para a decantação para ser separado o bagaço da cana de açúcar. Na sequência, o caldo é bombeado até outro tanque, onde é aquecido a 100º C, quando são eliminadas as bactérias e os germes presentes no caldo”, detalha.

Após esse aquecimento a matéria prima do álcool é resfriada para dar continuidade ao processo e, a partir daí, outra bomba transfere o caldo e despeja para o processo de fermentação.

Quase ao fim da produção, o líquido recebe leveduras e é fermentado, quando se acrescenta o caldo da cana puro para que o conjunto seja fermentado por quatro horas. Em seguida ele é centrifugado e tem as leveduras separadas, sendo que nessa etapa o líquido já se transformou em vinho e entra em uma última torre para ser novamente aquecido e se obter o álcool. A produção do etanol no equipamento leva cerca de dois dias, após a partida inicial.

Comentários

  • claudelice v santos disse:
    14/01/2012

    qual saos os curso que vc? tem p? menor aprediz ou ate mesmo um trabalho?? ok

    Responder

Deixe seu comentário

Seu email nunca será compartilhado. Os campos obrigatórios estão marcados *