Londrina abre os “Diálogos para o Futuro”, do IEL Paraná

No primeiro evento, que aconteceu terça-feira, as empresas Vamol, Belagrícola, Yazaki e Caemmun mostraram suas experiências para atrair e reter talentos

O encontro lotou o auditório do Sesi de Londrina, com a presença de empresártios e profissionais de indústrias (foto: Josoé de Carvalho)

O IEL Paraná realizou terça-feira (12), em Londrina, o primeiro encontro da série “Diálogos para o Futuro”, que reuniu empresários e profissionais de RH de indústrias da região para debater o tema “como atrair, reter e desenvolver talentos nas empresas”. Nesta quarta-feira o encontro acontece em Maringá. Depois segue para Curitiba (dia 27), Ponta Grossa (9 de julho), Cascavel e Francisco Beltrão (11 e 12 de julho).

O evento foi um talk-show. Confira a galeria de fotos. 

As empresas Vamol, Belagrícola, Yazaki do Brasil e Caemmun apresentaram seus cases, seguidos de debate. Ao abrir o encontro, o superintendente do IEL Paraná, José Antonio Fares, falou sobre a entidade. “Esse evento está alinhado com a atuação do IEL-PR, que se fortalece cada vez mais, principalmente na área de estágios e programas exclusivos para executivos”, disse ele. “Queremos ser a primeira linha em atendimento em estágios no estado, fazendo do IEL uma referência nesta área, principalmente com foco no desenvolvimento de talentos”, afirmou.  

A mediação foi feita pelo representante do IEL Nacional, Ricardo Romeiro, que explicou o objetivo de eventos como o Diálogo para o Futuro. “O que queremos é integrar as empresas, permitir a disseminação de boas práticas e possibilitar a aplicação dos cases em empresas de grande e pequeno porte”, disse ele. “Queremos descobrir as necessidades das empresas, destacar as boas práticas e aprender”, disse.  A jornalista Raquel Rodrigues, da CBN Londrina, atuou como facilitadora. A série “Diálogos para o Futuro” tem o apoio do IEL Nacional e da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-PR).

Cases de Sucesso- Laís Moraes, gerente de recursos da Vamol Indústria Moveleira, de Arapongas, falou sobre a grande oferta de emprego na região e o que a empresa tem feito para atrair trabalhadores. “Realizamos testes simples, pois temos grande demanda por mão de obra. Buscamos atrair quem quer aprender e oferecemos benefícios para a família do colaborador”, contou ela.

O case da empresa Belagrícola Insumos Agrícolas, de Londrina, foi apresentado pela coordenadora de Desenvolvimento Humano, Vivian Sá. A Belagrícola possui 1300 colaboradores. “Para atrair pessoas, além da questão salarial, também proporcionamos benefícios. Estamos em fase final de elaboração do nosso plano de cargos e oportunidades”, narrou ela. “Além disso, ainda contratamos parentes de funcionários e estes indicam talentos para trabalhar na empresa. Procuramos ainda aproximar os gestores dos funcionários, proporcionando maior integração”, explicou. Com 50 filiais, a Belagrícola ainda realiza mensalmente palestras de temas variados para os colaboradores e possui centenas de estagiários.

Ana Cláudia Lima, gerente de RH da empresa Caemmum Movelaria, de Arapongas, destacou a importância de um bom ambiente de trabalho. “Em pesquisas que realizamos na empresa, notamos que um bom local para trabalhar faz toda a diferença. Procuramos ainda passar uma imagem positiva da empresa para as pessoas. Se a imagem é positiva perante a comunidade, isso é bom para atrair pessoas para trabalhar conosco”, contou. A empresa está realizando o processo de mapeamento de retenção de talentos.

Suelen Ivatiuk Gomes, analista da qualidade da Yazaki do Brasil, de Londrina, apresentou  o Círculo de Controle de Qualidade (CCQ), com o qual a empresa trabalha o desenvolvimento de pessoas, valorizando talentos e proporcionando a melhoria contínua.

O método foi criado no Japão em 1962 e é aplicado na empresa com sucesso.  O círculo reúne um grupo de trabalho da mesma área ou não, que é treinado da mesma maneira, com os mesmos objetivos, para assim tentar melhorar o desempenho, reduzir custos, aumentar a eficiência, especialmente no que se refere à qualidade dos seus produtos. São realizadas reuniões semanais ou quinzenais, onde os assuntos abordados são anotados em atas, e apresentados aos setores competentes para avaliação e implementação.

 

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