Klabin vai priorizar trabalhadores e fornecedores locais em sua nova fábrica

Governo do Estado e Sistema Fiep garantem suporte para o empreendimento, que será o maior investimento privado da história do Paraná

O diretor-geral da Klabin, Fábio Schvartsman (à esq.) ao lado do governador Beto Richa e do presidente da Fiep, Edson Campagnolo: Articulação para trazer ao Paraná o maior investimento privado da sua história (Foto: Mauro Frasson)

A instalação da nova unidade de produção de celulose da Klabin, no município de Ortigueira, no Paraná, deu mais um passo para sua concretização nesta segunda-feira (27). Uma reunião da direção da empresa com o primeiro escalão do governo estadual e executivos da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Sesi, Senai e IEL,  reforçou a disposição do poder público e do setor produtivo de dar suporte para a instalação deste que será o maior investimento privado da história do Estado no valor de R$ 6,8 bilhões.

Segundo o governador Beto Richa, nos próximos dias será formada uma unidade de gerenciamento com representantes das secretarias de Estado para dar o suporte necessário à instalação da planta. Em seu pronunciamento, Richa agradeceu a atuação do presidente da Fiep “que trabalha pari passu ao lado do governo para conquistar estes investimentos para o Estado”.

Campagnolo também colocou a estrutura da Fiep à disposição da Klabin para organizar a cadeia de fornecedores para a fábrica, e sugeriu que a empresa privilegie os fornecedores paranaenses. “Com certeza as gerações futuras vão perceber o impacto da instalação desta fábrica no nosso Estado”, afirmou.

As obras da nova planta da Klabin terão início em novembro deste ano e devem empregar, nesta fase, cerca de 8 mil trabalhadores. A previsão é que a fábrica comece a operar em 2014. Segundo o diretor de Planejamento, Projetos e Tecnologia Industrial da Klabin, Francisco Razzolini, esta unidade terá capacidade para produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano, dividida em três tipos de produto: celulose de fibra curta, de fibra longa e do tipo Fluff, esta última usada na fabricação de absorventes e fraldas.

Segundo o diretor geral da Klabin, Fabio Schvartsman, a instalação da nova unidade da empresa irá fomentar o desenvolvimento econômico e social de Ortigueira, que detém o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado. “A Klabin já ajudou Telêmaco Borba a se tornar uma cidade com bom IDH, agora é hora de ajudar Ortigueira”, afirmou, referindo-se à outra unidade da empresa no Paraná.

A empresa pretende usar o máximo de mão-de-obra local na produção. A formação e capacitação dos trabalhadores se dará através do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) desenvolvido no Paraná pelo governo estadual, em parceria com instituições do Sistema S, como o Senai.

Dentre as demandas na área logística estão rodovias de acesso à nova fábrica, uma nova ponte no Rio Tibagi, um ramal ferroviário de 441 Km em direção ao Porto de Paranaguá e um terminal portuário  para movimentação de produtos florestais.

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