José Wille, Manfredini e Aroldo Murá falam sobre leitura e história do Paraná para alunos do Colégio Sesi

Os autores e jornalistas participaram nesta quinta-feira do primeiro encontro do Programa de Incentivo à Leitura, uma iniciativa da Fiep e do Sesi

O encontro faz parte do Programa de Incentivo à Leitura, uma iniciativa da Fiep e do Sesi, que visa levar a literatura paranaense aos jovens estudantes (Gilson Abreu)

Os jornalistas e autores paranaenses José Wille, Luiz Manfredini e Aroldo Murá participaram nesta quinta-feira (28), em Curitiba, de um encontro com 200 alunos do Colégio Sesi na Fesp para debater a importância da leitura e do conhecimento da história do Paraná. O encontro faz parte do Programa de Incentivo à Leitura, uma iniciativa da Fiep e do Sesi, que visa levar a literatura paranaense aos jovens estudantes.

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Os jornalistas lançaram, recentemente, livros que retratam a memória do Paraná: “Vozes do Paraná”, de Aroldo Murá; a coletânea  “Memória Paranaense”, de José Wille, e o romance “Memória de Neblina”, de Luiz Manfredini. Durante quase duas horas, os autores conversaram com os jovens sobre a importância e a influência da leitura na vida das pessoas, sobre o ato de escrever, personagens, pesquisa para o trabalho e sobre momentos históricos retratados nos livros. Os alunos também revelaram muita curiosidade em relação ao ofício de escritor.

As obras foram utilizadas em sala de aula, durante as Oficinas de Aprendizagem “Guerras” e “Caminhos do Paraná”. Oficinas de Aprendizagem é a metodologia aplicada no Colégio Sesi, pela qual os alunos trabalham exclusivamente em equipe e buscam responder a desafios propostos.

“A leitura é essencial para a formação dos indivíduos. O livro é uma coisa que o tempo não vai apagar”, disse o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, ao abrir o encontro. Ele ressaltou que, além da história e literatura do Paraná, também é importante conhecer a história da indústria do Estado. “A trajetória dos homens e mulheres que fazem rodar a indústria do Paraná tem muito a ensinar.” O presidente da Fesp, Antônio Carlos Morozovski, também participou do encontro.

Leitura e história – O livro “Memória Paranaense” é uma coletânea de entrevistas que o jornalista José Wille realizou ao longo de sua carreira. Para ele, a leitura é capaz de transformar um indivíduo. “As pessoas não nascem prontas. É a dificuldade do dia a dia que nos ensina e nos transforma em cidadãos, e é nos livros que encontramos respostas para todos nossos problemas”, disse o jornalista, destacando que o vício da leitura é um vício bom, que todo jovem e cidadão deve ter.

Aroldo Murá, em seu livro Vozes do Paraná 4, traz o perfil de personalidades e personagens de destaque no Estado. Entre os perfis desta quarta edição, está o do presidente da Fiep, Edson Campagnolo. “Aprendemos muito com essas pessoas que fazem e fizeram diferença na sociedade. Uma leitura profunda de uma obra literária permite a descoberta do dia a dia e é capaz de formar cidadãos equipados para o presente e para o futuro”, disse o jornalista.

Já a obra de Luiz Manfredini, Memória da Neblina, é um romance que retrata a geração dos anos 60 e o período da ditadura. “Toda obra de ficção tem dois elementos: a realidade, que traz a experiência pessoal do autor, e os elementos acrescentados, que é o que inventamos. No livro, busquei mesclar os dois elementos, contando a história de uma geração que estava se preparando para a vida, enquanto o Brasil estava discutindo seu destino”, contou Manfredini.

Questionados sobre o fato de os jovens de hoje preferirem a literatura estrangeira à brasileira, os autores foram unânimes em afirmar que qualquer tipo de leitura é válida, se esta despertar o interesse do jovem. “Não começamos a ler e chegamos direto aos grandes clássicos. É lógico que é importante conhecermos as grandes obras da literatura e da boa literatura, mas não podemos negar que a literatura mais comercial também cumpre seu papel, que é o de despertar o interesse pela leitura nos jovens”, observou Manfredini.

Participaram do encontro o superintendente do Sesi-PR, José Antônio Fares; a gerente de Operações Inovadoras do Colégio Sesi, Lilian Luitz; a educadora Márcia Rigon, que desenvolveu a metodologia aplicada no Colégio Sesi; professores e coordenadores pedagógicos do Colégio Sesi e diretores da Fesp.

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