Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica recebe certificação

Reconhecimento veio após avaliação do Senai Nacional e Instituto Fraunhofer, da Alemanha

O Instituto Senai de Inovação (ISI) em Eletroquímica, localizado no Campus da Indústria, em Curitiba, acaba de ter sua atuação certificada pelo Instituto Fraunhofer, da Alemanha. A certificação ocorreu após uma avaliação feita no período de 9 a 12 de junho, por consultores alemães e membros do Senai Nacional.

Durante os dias da avaliação, foi revisitado o plano de negócios e construído um plano de ação para que o ISI continue avançando em relação à sustentabilidade e aos objetivos das indústrias paranaenses e nacionais, na área da Eletroquímica, em que o instituto pretende se tornar uma referência.

Tendência de sucesso

“A Educação Profissional sempre foi a essência do Senai. Fazemos isso há 70 anos. O trabalho com tecnologia é bem mais recente, mas queremos dar nossa contribuição para isso também. E mais que o desafio que temos pela frente com o ISI, fica o reconhecimento daqueles que, nas figuras do Senai Nacional e do Instituto Fraunhofer, iniciaram conosco esse grande projeto. Podemos perceber aí os bons resultados e a sinergia construída até agora. A tendência de sucesso do ISI em Eletroquímica é grande”, afirmou o diretor do Senai no Paraná, Marco Secco.

Marcelo Prim, gerente executivo de Inovação e Tecnologia do Senai Nacional, alertou para o fato de que o processo de certificação é, na verdade, mais importante do que a certificação em si. “A avaliação que levou à certificação, foi uma oportunidade de analisar em detalhes como está o ISI, operacional e estrategicamente, em relação ao que foi planejado”, disse. “Foi uma excelente oportunidade para juntar as partes interessadas e refletir em prol de algo comum, que é o ISI”.

O gerente acrescentou que o ISI está no caminho certo. “Tem agora que continuar evoluindo. Não pode parar frente ao cenário macroeconômico brasileiro. Hoje o ISI em Eletroquímica já é uma peça fundamental na Rede Nacional de institutos Senai”, assegurou Prim.

Posicionamento efetivo

De acordo com a gerente de Serviços Tecnológicos e Inovação, Sonia Parolin, a avaliação e a certificação dão ao ISI o ensejo de crescimento e um posicionamento cada vez mais efetivo do Senai no Paraná. “A indústria terá no ISI em Eletroquímica o parceiro necessário para inovar. Os próximos passos estabelecerão os alicerces para que isso se sedimente”, afirmou.

Para o diretor do ISI em Eletroquímica, Luiz Carlos Ferracin, a certificação representa a conquista de um espaço. “Estamos nos estabelecendo como uma nova solução para as indústrias e a ideia é que esse processo se torne perene. O ISI é jovem, mas estamos no caminho adequado. Queremos chegar a 2020 com um patamar de performance que permita às indústrias aproveitar do conjunto de ações que o Senai está promovendo”, afirmou.

Markus Will, consultor do Instituto Fraunhofer que participou da avaliação, garante que o ISI em Eletroquímica é um exemplo muito forte. “Tomando com base a experiência do Fraunhofer, que tem 70 anos de atuação com pesquisa aplicada industrial, posso dizer que estamos otimistas. O ISI, que começou do zero e em apenas dois anos alcançou resultados tão positivos, vai ter grande sucesso”.

Primeiro do Brasil

O Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica foi o primeiro inaugurado no Brasil, em 2013. De acordo com Sonia Parolin “o avanço da pesquisa nacional e o desenvolvimento das atividades em Eletroquímica aplicada, visando o aumento da eficácia e a competitividade das indústrias brasileiras, é uma das prioridades”.

Seguindo a estratégia nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I), o ISI Eletroquímica promove a progressão da pesquisa aplicada e pré-competitiva para nivelá-la com o desenvolvimento tecnológico e a aplicação industrial das principais economias internacionais. “A transferência de tecnologias e inovações para as indústrias nacionais, o desenvolvimento e o fornecimento de profissionais qualificados são grandes desafios para aumentar a competitividade das indústrias do país”, afirma Sonia.

“O portfólio de serviços e produtos do instituto está alinhado ao cumprimento desses desafios”, acrescenta Luiz Carlos Ferracin. Segundo ele, o desenvolvimento de produtos inovadores para aplicação industrial e a otimização de processos industriais existentes, irá aumentar o desempenho de empresas privadas e instituições públicas. “A transferência de conhecimentos e o desenvolvimento e difusão de competências em Eletroquímica permitirão que as indústrias brasileiras se adaptem às tecnologias atuais e moldem as do futuro. O ISI em Eletroquímica será econômica, social e ambientalmente sustentável, operando com um modelo de excelência operacional de nível internacional”, explica.

Infraestrutura avançada

O instituto conta com infraestrutura e equipamentos equivalentes aos centros de P&D mais avançados do mundo. No próximo ano, a estrutura será ampliada com um novo edifício de 10 mil metros quadrados, sendo 2 mil deles em laboratórios, orçado em mais de R$ 50 milhões. Contará também com a ampliação da equipe de pesquisadores – mestres e doutores – experientes em pesquisa aplicada a partir das demandas das indústrias.

Com parceiros renomados, como universidades e institutos nacionais e internacionais, o trabalho desenvolvido no ISI em Eletroquímica é dirigido a cada segmento industrial em que a demanda por produtos e serviços relacionados seja identificada.

De acordo com Ferracin, os segmentos de mercado foram analisados em relação à demanda já existente de serviços. O que permitirá coordenar as demandas potenciais dos segmentos de mercado com produtos e serviços oferecidos. “As principais competências e seu alinhamento com a demanda potencial da indústria garantem a obtenção rápida de uma rentabilidade suficiente para o equilíbrio comercial e operacional do ISI, a partir de uma base de clientes significativa”, diz.

Parcerias em ciência

Fraunhofer é a maior organização de pesquisa aplicada da Europa. Criada há mais de 60 anos, conta atualmente com uma equipe de aproximadamente 23 mil pessoas em mais de 80 centros de pesquisa, incluindo 67 institutos na Alemanha. Suas atividades beneficiam a sociedade, por meio de companhias industriais, empresas de serviços e do setor público.

Brasil e Alemanha são parceiros em ciência há pelo menos 40 anos, sendo que essa aliança se dá pela atuação da grande maioria dos institutos Fraunhofer nas atividades que já desenvolvem no Brasil, relacionadas a soluções inovadoras. Os campos de pesquisa de Fraunhofer estão centrados basicamente em saúde, segurança, energia, comunicação, meio ambiente e mobilidade.

Com o Senai a parceria se traduz em um contrato de cinco anos para a implantação de 23 institutos Senai de Inovação no país. O foco principal é aproximar os pesquisadores das necessidades e das expectativas das indústrias em busca de inovação, desenvolvimento de produtos e melhoria de processos.

Por Tina Demarche