As micro e pequenas empresas do APL de Moda Masculina do Sudoeste, APL de Bonés, de Apucarana, e do Vestuário de Maringá recebem ações para implantar uma gestão sustentável, com impacto na competitividade

Unidade da Latreille em Cruzeiro do Iguaçu. A empresa participa do projeto, dentro do APL de Moda Masculina do Sudoeste (foto: divulgação)
Trinta empresas paranaenses do setor do vestuário participam do projeto do Sesi e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que tem como objetivo apoiar o crescimento sustentável de micro e pequenas empresas. As ações terão, também, forte impacto nas comunidades onde elas se inserem.
Todas as participantes são micro e pequenas empresas, agrupadas em Arranjos Produtivos Locais: APL de Moda Masculina do Sudoeste, APL de Bonés, de Apucarana, e APL do Vestuário de Maringá. Os sindicatos empresariais deste setor, em cada uma das regiões, são os representantes dos APLs e fazem a articulação com as empresas.
“O objetivo é fortalecer a sinergia e a cooperação entre as empresas, de modo a elevar a vantagem competitiva para cada uma, individualmente, e para o grupo”, explica Sônia Beraldi, gerente de Gestão de Responsabilidade Social do Sesi Paraná. “O fortalecimento do APL fará com que a toda a comunidade do entorno também tenha elevação da qualidade de vida”, afirma.
No Sudoeste, participam as empresas Rocamp (de Capanema), a Dijuly’s (Santo Antonio do Sudoeste), Izabel T Fankhauser Me, Lu & Ban, Neiva Terezinha Latreille Winter, a PMP Sulbrasil (as quatro de Francisco Beltrão), Lunegil (Barracão), Seiva (Chopinzinho), Vitale (Ampere) e a Zaroo (Dois Vizinhos). O Sindicato das Indústrias do Vestuário do Sudoeste do Paraná (Sinvespar) é o representante do APL de Moda Masculina do Sudoeste.
De Apucarana, são as empresas CMG, Betbi, Braforte, Cidade Alta, JCN Bonés, Griffe Company, Mafro, Boneleska, Boneon e Boné Arte. O Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana (Sivale) é o representante do APL de Bonés.
Já em Maringá, participam as empresas São João, M.F. Cardozo Martins & Companhia, Ponto Firme, Cidade Verde, Pele Azul, Carlos Marques Alves, M. Rozário de Souza, T’Art Estamparia e Confecções, Stamp World e FP Facção Produtiva. O Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá (Sindvest) é o representante do APL.
Todas essas empresas terão acesso a uma série de ações para implantar estratégias sustentáveis, por meio do incentivo a uma gestão sustentável, que impactem no aumento da competitividade e na melhoria das condições de trabalho.
O Paraná é um dos seis Estados participantes deste projeto, que irá envolver US$ 4 milhões, em quatro anos. As empresas não receberão recursos financeiros. Elas terão diagnóstico da sustentabilidade, plano de ação específico para cada uma, capacitação (de 8 horas) e três workshops.
No Brasil, serão beneficiadas diretamente 360 indústrias, todas ligadas a APLs e a sindicatos empresariais do Paraná, Ceará, Roraima, Minas Gerais, Rio de Janeiro e do Distrito Federal. Outras 2.000 empresas destes Estados serão beneficiadas indiretamente.
Segundo Sônia Beraldi, no Paraná, além das empresas do APL de Moda Masculina do Sudoeste e do APL de Bonés, de Apucarana, o projeto será desenvolvido, também, junto a empresas do APL de Moda de Maringá, com apoio do Sindvest; empresas associadas ao Sinduscon-PR e ao Sindecap (mármore e calcário).
Diagnóstico – A primeira ação, já em andamento, é o estudo do cenário atual de cada APL. Depois, consultores do Sesi Nacional aplicarão nas empresas um diagnóstico da sustentabilidade, que medirá indicadores como cultura organizacional, gestão de pessoas, inovação, educação e desenvolvimento, ambiente de trabalho seguro e saudável e desenvolvimento socioambiental.
A partir deste diagnóstico será elaborado um plano de ação específico para cada uma das empresas, o que envolve a capacitação e os workshops. O Sesi-PR fará a implantação e monitoramento do plano de ação durante um ano, finalizando com uma avaliação do avanço proporcionado pelas ações do projeto.





