Evento organizado pela Fiep e ACP fortalece a relação comercial entre os dois países e cria oportunidades de negócios

Ao lado do vice-presidente da Fiep, Rommel Barion, o embaixador sul-africano recebe presente das mãos de Odone Fortes, da ACP (Foto: Associação Comercial do Paraná)
Uma delegação formada por representantes de 46 empresas de diversos setores da África do Sul esteve em Curitiba nesta quarta-feira (14), para participar de uma rodada de negócios com empresários paranaenses. A iniciativa foi organizada pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em parceria com a Associação Comercial do Paraná (ACP).
Segundo o embaixador da África do Sul, Mpkama Mbete, o objetivo desta aproximação é fortalecer as relações comerciais entre os dois países. Hoje o Paraná responde por 2,7% das exportações do país africano. “Acredito que estas relações podem proporcionar desenvolvimento mútuo.”, afirmou.
Presente no evento, o vice-presidente da Fiep e coordenador do Conselho Temático de Comércio exterior da Federação, Rommel Barion, destacou o trabalho do CIN no apoio à internacionalização das empresas do Estado. “Atuamos em três frentes: promoção comercial, acordos internacionais e atração de investimentos”.
Os encontros comerciais envolveram 25 empresas do Paraná, que se revezaram em reuniões com os empresários estrangeiros. Segundo o empresário Carlos Sottomaior, da Ecoproducts, logo no primeiro encontro surgiram perspectivas concretas de negócios. “Ficou agendado que vamos fazer uma apresentação na África e eles virão conhecer nossas unidades em São Paulo e no interior do Paraná”, afirma. A empresa, que utiliza resíduos agroindustriais para produzir combustível, despertou o interesse de uma empresa africana que atua na área de gestão de resíduos. Para Sottomaior a oportunidade foi uma surpresa: “O mercado externo nem era minha prioridade, pois há um campo muito grande no Brasil. Foi um atalho que nós pegamos”, avaliou.
Também o empresário José Roberto Bonatto classificou os encontros de negócio como produtivos. “É um pessoal muito receptivo, que veio bem preparado. Nota-se um aprimoramento na qualidade técnica dos negociantes africanos após a Copa do Mundo”, avaliou.





