Empresa participante do Edital de Inovação para a Indústria do ano passado coloca no mercado sistema capaz de resfriar e filtrar os gases

O novo edital já está aberto com incentivo de R$ 53,6 milhões

O Brasil ocupa o 12º lugar da lista de países emissores de gases, com 1.2 milhões de toneladas de gases do efeito estufa (GEE). Além dos óbvios danos ambientais, recentemente a Organização Mundial da saúde (OMS) divulgou que cerca de três milhões de mortes por ano estão relacionadas à exposição à poluição do ar em ambientes externos.

Com o objetivo de resolver os altos índices da emissão dos gases de efeito estufa gerados pelas caldeiras das indústrias, a empresa Aparecido Ribeiro inscreveu o equipamento SAFG-Logística Reversa ao Edital de Inovação para a Indústria do ano passado. Com o objetivo de filtrar e capturar os gases gerados por fontes fixas, como caldeiras, fornos, motores estacionários e usinas termoelétricas, foi selecionado e desenvolvido pelo Instituto Senai de Tecnologia da Informação e Comunicação, localizado em Londrina, estando agora disponível no mercado.

“A inovação tecnológica trabalha diretamente na lavagem e resfriamento dos gases, possibilitando capturar e filtrar os elementos poluentes por meio de filtros orgânicos”, explica Silvana Mali Kumura, coordenadora de Serviços Tecnológicos e Inovação do Instituto Senai de Tecnologia da Informação e Comunicação. “No processo, usamos os conceitos da logística reversa, reutilizando a água do processo produtivo para lavar e resfriar os gases poluentes, possibilitando assim o processo de limpeza em filtros específicos de cada setor, como fibra da casca de coco, aparas e raspas de couro e carvão ativado de origem vegetal ou animal”, completa.

Inovação

O sistema atua em três frentes: contribui diretamente no reaproveitamento de resíduos sólidos contaminantes, da água utilizada no processo produtivo e filtra e captura os gases gerados por meio das fontes fixas de emissão. O sistema já foi testado por laboratório acredito pelo INMETRO e os resultados foram bastante satisfatórios:

• Reduziu a temperatura dos gases na saída da chaminé de 198°C para 42°C – eficiência de 71%.

• Reduziu a emissão de material particulado total de 739,03(mg/Nm³) para

77,72(mg/Nm³) – eficiência de 89,48%.

• Reduziu a emissão de monóxido de carbono (CO) de 9.017,83(mg/Nm³) para

1.382,829 (mg/Nm³) – eficiência de 84,67%.

• Reduziu a emissão de óxido de nitrogênio (NOx) de 156,05 (mg/Nm³) para

56,77(mg/Nm³) – eficiência de 63,62%.

Edital de Inovação para a Indústria

O novo Edital de Inovação para a Indústria, antes conhecido como Edital Senai Sesi de Inovação, já está recebendo inscrições de empresas de todos os portes e startups interessadas em financiar ideias de produtos e processos inovadores. Projetos terão incentivo de mais de R$ 53,6 milhões neste ano para serem desenvolvidos e chegarem ao mercado.

Criado em 2004, neste ano há duas novas categorias: Inovação Tecnológica para Micro e Pequenas Empresas Industriais, MEI e Startups e Empreendedorismo Industrial. A meta é financiar 285 projetos com custo individual de R$ 75 mil a R$ 400 mil. A expectativa é beneficiar, já em 2017, projetos de inovação oriundos de 150 a 200 pequenos negócios.

Os projetos serão selecionados em três ciclos com base em critérios como potencial de inovação e de comercialização do produto ou do processo. Toda e qualquer empresa do setor industrial e startups de base tecnológica podem inscrever suas propostas.

Em 2016, o Edital recebeu 886 propostas e investiu R$ 23,5 milhões em 73 projetos aprovados nas três seleções. Da lista de projetos aprovados, 33 foram apresentados por startups, 18 por pequenas, 11 por médias e 11 por grandes empresas.

Além do fomento, o Senai e o Sesi oferecem apoio na forma de infraestrutura. Uma rede nacional com 25 Institutos de Inovação realiza pesquisa tecnológica e desenvolve novos produtos e soluções diretamente com empresas de todos os portes. O Senai conta ainda com 57 Institutos de Tecnologia com 1,2 mil especialistas que prestam serviços em áreas como metrologia, testes de qualidade, consultoria em processos produtivos específicos de diferentes setores, entre outros. Parcerias com Institutos de Ciência e Tecnologia, a maioria presentes em universidades públicas, também ajudam a concretizar as ideias selecionadas.

Serviço:

www.editaldeinovacao.com.br
SOBRE O SISTEMA FIEP

O Sistema Fiep é composto pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL).  As instituições trabalham integradas em prol do desenvolvimento industrial. Com linhas de atuação complementares, realizam a interlocução com instâncias do poder público, estimulam o fomento de negócios nacionais e internacionais, a competitividade, a inovação, a tecnologia e a adoção de práticas sustentáveis, e oferecem serviços voltados à segurança e saúde dos trabalhadores, à educação básica de crianças, jovens e adultos, à formação e aperfeiçoamento profissional, além de capacitação executiva.