Presidente da Fiep, Edson Campagnolo, aponta as perspectivas da indústria paranaense para o próximo ano
Otimismo, mas sempre com responsabilidade e muita cautela. É assim que o industrial paranaense está enxergando o cenário econômico para o ano que vem. Não é para menos: apesar da crise internacional e da perspectiva de desaquecimento da economia brasileira, estamos muito bem posicionados. E avançando.
Novos investimentos importantes foram anunciados este ano no Paraná. É o caso da fábrica de processamento de milho da Cargill, em Castro, da ampliação da planta da Renault-Nissan, em São José dos Pinhais e da nova unidade da Caterpillar, em Campo Largo.
Desde 2002 nosso Estado registra a maior expansão industrial do país e já somos o quarto maior empregador brasileiro da indústria. O cenário deve se repetir nos próximos anos. Em 2012 o crescimento industrial paranaense deve ser 4% acima da média nacional.
Mas não é apenas por isso que encerro o ano feliz, confiante e esperançoso. Menos de três meses após tomar posse como presidente da Federação das Indústrias do Paraná, já recebi sinais de que a nossa entidade pode e vai contribuir para o desenvolvimento econômico, social e político do Paraná.
Primeiro pude vivenciar o Paraná receber medalha de ouro na maior competição do mundo em capacitação industrial. O aluno do Senai ficou em primeiro lugar na modalidade de Eletrônica Industrial, em um torneio em que o Brasil perdeu apenas para a Coréia do Sul. E nós, paranaenses, vencemos até a Coréia, em nossa categoria.
Depois, junto com os principais executivos da Fiep, do Sesi, do Senai e do IEL estive percorrendo todas as regiões do Estado, na nossa Caravana de Planejamento Estratégico. De ônibus, deixamos Curitiba e circulamos pelo Sudoeste, Oeste, Noroeste, Norte e pela região dos Campos Gerais.
Escutamos industriais, ouvimos representantes de sindicatos, interagimos com colaboradores do Sistema Fiep de cada cantinho do Estado.
Com tudo o que presenciamos e debatemos, vamos construir o Plano Estratégico da Fiep para os próximos quatro anos. Já adianto que iremos investir muito em Educação, Inovação, Representação Institucional da Indústria e lutar pela melhoria da infraestrutura e logística do Paraná.
Certeza tenho de que muitas batalhas virão pela frente. Precisamos também ampliar nossa atuação e defender as Reformas Política, Tributária, Trabalhista e Previdenciária.
Mas, estou confiante. A união do setor privado com o poder público tem tudo para encontrar ressonância e gerar importantes resultados.
Para finalizar, gostaria de transmitir os melhores votos de um ótimo Natal para você e seus familiares. E lembrar que o mais importante nesta época de festas é recordar o principal: o aniversariante deste dia 25 de dezembro. Excelente 2012 para todos.
Edson Campagnolo
Presidente da Federação das Indústrias do Paraná







Comentários
Compatriótas leitores, os países mais ricos e mais competitivos economica e comercialmente do mundo são aqueles que desenvolveram e fomentaram os mais diversos tipos de indústria e de manufatura. O Brasil está dentro do seleto grupo de Nações altamente industrializadas do mundo. Mas, diferentemente do que acontece nos Estados Unidos – país de dimensões territoriais semelhante às do Brasil – temos de resolver problemas diversos ainda em nossa indústria para posicionar o Brasil como Estado desenvolvedor tecnológico.
O PIB industrial do Brasil é constituído fortemente pelo estado de SP seguido por quatro grandes estados industrializados brasileiros, MG, PR, RJ e RS. Precisarmos inovar muito mais na indústria tecnológica do Brasil que é altamente dependente de insumos manufaturados vindos do exterior para abastecer a produção de empresas brasileiras que montam compenentes, como a Positivo, a Embraer, e a Petrobras entre outras grandes empresas indústriais brasileiras. Não termos entrado na corrida pelo desenvolvimento da indústria da micro-eletrônica, armamentícia, aeroespacial, mecatronica e química como fabricantes e detentores de patentes na década de 1960-70 não significa que temos de permanecer estáticos. O gigantismo e as riquezas do Brasil apontam invariavelmente que aqui se pode construir e se fabricar tudo. Há no Brasil pesquisadores e Universidades qualificadíssimos para desenvolver qualquer projeto de pesquisa em qualquer área industrial.
A maior parte daqueles países que vendem insumos manufaturados à nossa indústria obtiveram a matéria-prima para produzir comprada no Brasil, geralmente a preços impostos e ditados por países de fora! A exemplo, cito o NIóbio – amplamente empregado na construção de turbinas e componentes aeronáuticos, metal que o Brasil detém a maior reserva do mundo -, o Urãnio, comprado a preço de banana pelos Estados Unidos, França, Alemanha, Rússia, Canadá, Inglaterra, entre outros para desenvolverem suas indústrias químicas, armamentícias e eletrônica. O Brasil é pobre e patina para crescer por que tem na pauta de exportações commodities minerais e agrícolas e vende monetariamente pouco em produtos industrializados ao exterior como vende Alemanha e Estados Unidos.
Temos de preservar nossa força agrícola, mas igualando-a em importãncia com a força industrial que precisa ser desenvolvida de fato! Os Estados Unidos por exemplo, com neve e tudo, tem uma safra anual de commodities agrícolas que é quase duas vezes e meia maior que a safra brasileira mas que representa apenas 2% – dois por cento – do PIB americano, que girou em torno de 15.000.000.000.000,00 trilhões de dólares em 2010. Por aí se pode ter idéia do quanto a indústria da transformação agrega valor e riqueza ao PIB e à população de um país. O agronegócio é coisa séria nos Estados Unidos por isso eles nos ganham nessa indústria também! Entretanto, não deixaram de valorizar a indústria da transformação, a indústria do conhecimento, as Universidades e a pesquisa científica em todas as ciências humanas que os projetaram à maior potência intelectual, indústrial, militar, política, médica, agrícola, aeroespacial e economica do mundo, isolada!
Mesmo com crise os Estados Unidos são muito mais avançados do que qualquer outro país do Globo em tudo sendo o fomento à indústria tecnológica e da transformação de sucessivos governos estadunidenses o verdadeiro responsável pelo gigantismo econômico do país. Possuem em vasto território também os mais diversos tipos de riquezas minerais como o Brasil e aproveitam toda esta riqueza transferindo-a simultaneamente à indústria pois fabricam tudo o que há no mundo. O Brasil precisa e pode crescer mais desde que haja vergonha por parte dos ‘representantes…’ do povo para extinguir a burocrácia epidêmica que há no Brasil. O empresário industrial brasileiro é um patrióta acima de tudo por que o Estado brasileiro joga na contra-mão da produção. O fomento e investimento para o Brasil desenvolver indústrias de ‘no hall’ distintivo como aquelas que os Estados Unidos, Alemanha, França e mais poucos países possuem deve vir do Estado brasileiro, seja qual for o partido ou o governo que esteja no Palácio do Planalto. Não há outra alternativa senão investir. Os cinco estados mais industrializados do Brasil são apenas uma fração de o quanto o Brasil pode avançar. Há espaço para estes estados crescerem mais e há todos os restantes da federação que podem engordar o PIB. Assim é nos Estados Unidos, a riqueza industrial é espalhada pelo pais, importando mais a Nação que uma suposta guerra de interesses entre os 50 estados.
O Brasil é forte, já é competitivo e o país mais industrializado do hemisfério Sul do planete Terra mas há muito potencial latente sub-aproveitado aqui e que pode flosrecer se houver organização e projeto de Nação, não projeto de partido político! É uma vergonha o minúsculo Japão, França a Alemanha possuírem um PIB maior que o do Brasil. Estes três países, juntos, cabem dentro do estado do Amazonas e o que os fez e os faz ricos são sua base industrial tecnológica. No PR há tantas competências distintivas na forma de pesquisadores, professores e cientístas, há tantas Universidades e centros de pesquisas que torna-se absurdo o não emprego destes profissionais por parte do Estado brasileiro em pesquisa científica. Precisamos desenvolver nossa indústria aeroespacial, da micro-eletrônica e a bélica pois não há garantia de soberania no Brasil, é tudo conversa de políticos sem informação. Num caso de guerra entre Nações o Brasil é completamente despreparado e fraco frente aos países mais fortes do mundo e que têm dimensões como as nossas, Estados Unidos, China e Rússia! Sem indústria nacional bélica não há soberania pois mercados e comécio fecham em tempo de guerra e quem não fabrica, perde! O empresário industrial do PR assim como do país deve ser mais audacioso e vislumbrar a oportunidade garantida de ganhar dinheiro em indústrias que o Brasil é dependente do exterior e que podemos deixar de ser. A China fez e está fazendo isso e já foram ao espaço com um programa espacial totalmente nacional chinês enquanto o Brasil busca desesperadamente parcerias para evoluir. A cautela do empresariado é normal, o país oferece ainda mais dificuldades do que oportunidades à expansão da atividade industrial mas esta classe unidade associada à Universidade são a chave para o Brasil transpor-se à riqueza e à independência tecnológica.
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