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Pró-Ética é oportunidade de aprendizado para os setores público e privado, diz ministro

Torquato Jardim, da CGU, esteve no Sistema Fiep para apresentar a empresários paranaenses a iniciativa que reconhece empresas que adotam práticas de combate à corrupção

O ministro deu detalhes sobre as etapas do Pró-Ética (Fotos: Gelson Bampi)

O ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), Torquato Jardim, apresentou nesta quinta-feira (30) a empresários paraenses detalhes do Pró-Ética 2017. O programa, que reconhece os esforços de empresas que investem em medidas de prevenção e combate à corrupção, está com inscrições abertas até 28 de abril. O evento ocorreu no Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), que é parceiro na divulgação da iniciativa para o setor produtivo do Estado.

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Para o ministro, mais do que conceder um selo a empresas que têm comportamentos éticos, o programa possibilita troca de experiência entre o poder público e a iniciativa privada. “É um encontro do trabalho do setor público com o do setor privado. Nele conseguimos conhecer como efetivamente funciona o setor privado, como ele é impactado por regulamentações e burocracias. É um grande aprendizado”, destacou.

Além disso, Jardim afirmou que a obtenção do selo Pró-Ética é um diferencial competitivo. “As empresas passam por um processo de seleção e por auditorias rigorosas, em um processo absolutamente sigiloso. Ao serem premiadas, mostram que têm boa conduta interna e externa, dando uma resposta a seus consumidores, investidores e fornecedores”, disse. Como exemplo, citou o caso de uma empresa de software brasileira que vinha encontrando dificuldades para fechar um contrato nos Estados Unidos. Segundo ele, a negociação só se concretizou após a empresa ter sido contemplada com no Pró-Ética.

Campagnolo, Torquato Jardim e o presidente da Fecomércio-PR, Darci Piana

O presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, explicou que a entidade é parceira da iniciativa por entender que as empresas também têm papel fundamental no combate à corrupção. Em sua opinião, a participação no programa é uma forma de o setor produtivo mostrar à sociedade os esforços que vem fazendo nesse sentido. “Quando a gente fala de ética, é como a qualidade de qualquer produto: ela é essencial. Ao se submeterem ao rigor técnico das auditorias do Pró-Ética, as empresas passam a ter um reconhecimento do órgão máximo da transparência no Brasil, informando à sociedade que elas têm boas práticas de prevenção e combate à corrupção”, disse.

Sobre o Pró-Ética – A iniciativa foi criada em 2010, em parceria entre a CGU e o Instituto Ethos. Pioneira na América Latina, busca reconhecer os esforços das empresas que, independente do porte ou ramo de atuação, investem em boas medidas de prevenção e combate à corrupção. As inscrições podem ser feitas pelo site da CGU.

Não é concedido à empresa incluída no Pró-Ética tratamento diferenciado nas suas relações com a administração pública. Trata-se de um compromisso com a ética empresarial, assumido de forma voluntária pelas corporações, o qual indica o esforço para colocar em prática medidas internas que reduzam a probabilidade de ilícitos e desvios – mas na ocorrência desses atos, garantam a detecção e interrupção, de forma célere, e a remediação de seus efeitos adversos.

O Pró-Ética 2016 registrou um recorde histórico de inscrições. No total, 195 companhias, de diversos portes e ramos de atuação, manifestaram interesse em participar da avaliação. O número foi 101% superior à edição de 2015. Após análise preliminar, 74 cumpriram os requisitos de admissibilidade e foram avaliadas. Ao final, 25 foram aprovadas.

Interessados – Para 2017, o objetivo é superar essa marca. Entre os participantes do encontro com o ministro no Sistema Fiep estiveram diversas empresas interessadas em se inscrever no Pró-Ética. Entre elas, a DBMaster, empresa de Pinhais que oferece soluções e produtos em tecnologia da informação. “Ética é uma palavra muito em voga hoje, mas ela tem que fazer parte de qualquer decisão profissional ou pessoal que tomamos”, disse o sócio da empresa, João Oliveira. “Queremos o selo para firmar uma postura que já adotamos e um histórico que já temos no mercado”, completou.

Quem também vai pleitear o selo pela primeira vez é a Essencis Soluções Ambientais, que tem unidade em Curitiba. A empresa já possui uma série de ações na área de compliance, como um código de conduta disseminado entre os colaboradores e uma ouvidoria para recebimento de denúncias. “Visamos integrar todas as nossas ações e, com o Pró-Ética, podemos ter um selo que valida essas iniciativas”, explicou Leonardo Souto, gerente da unidade.

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