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Sala de Aula Invertida e Ensino Híbrido fazem do aluno protagonista do aprendizado

Conheça os conceitos já em uso em renomadas instituições de ensino do mundo

Imagine um novo formato de ensino em que, em vez de ouvir passivamente o que o professor diz em sala de aula e resolver em casa tarefas baseadas no conteúdo que recebeu, o aluno tenha acesso em casa ao material do curso e dedique o tempo em classe, com a companhia do professor, a não apenas resolver tarefas, mas entender conceitos e tirar eventuais dúvidas no momento em que elas surgem. É este o conceito de sala de aula invertida, que coloca o estudante no centro do processo de aprendizado, e faz do professor um orientador de todo o processo.

A proposta, em uso em instituições de ensino reconhecidas mundialmente pela excelência, Harvard e MIT entre elas, e hoje já aplicada na Faculdade da Indústria IEL, do Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), vem sendo estudada por educadores ao longo dos anos. Na sala de aula invertida, o modelo de aula expositiva é substituído por uma forma mais dinâmica de estudo. Ao inverter o processo, a metodologia oferece ao aluno a possibilidade de ter o professor como um condutor e orientador do aprendizado, porque se é na hora da prática em que as dúvidas surgem, ali está o docente diante dele, pronto para explicar e até oferecer outras possibilidades de resolver a questão que está à frente dele.

Para inverter o processo, os professores podem gravar vídeos com suas aulas, por exemplo, e permitir que os estudantes tenham acesso ao conteúdo produzido em casa. No encontro presencial, o docente pode propor um trabalho prático, no qual os alunos possam se conhecer, se ajudar e encontrar no professor um orientador para a atividade.

Na Faculdade da Indústria IEL, o modelo começou a ser aplicado ao longo de 2016 para todas as turmas dos cursos superiores, em conjunto com outras metodologias ativas de aprendizagem, como é o caso do PBL, ou Aprendizado Baseado em Problemas (Problem-Based Learning, na sigla em inglês). Veja como funciona:

  1. Os alunos estudam casos reais de empresas e indústrias.

Como o método parte do princípio de casos reais, professores da instituição ficam de olho nos fatos ocorridos na indústria e na comunidade e os transformam em objetos de experiência e estudo. Diante deles, os alunos apresentam propostas de solução para os problemas. A pesquisa de campo é uma das ferramentas utilizadas pelos estudantes para a procura por soluções para as questões vivenciadas.

  1. 2. O professor é um agente que ajuda a propor soluções.

No modelo adotado pela Faculdade da Indústria IEL, o professor passa a ser peça-chave na condução do aluno à análise crítica, é um agente que propõe soluções. Isso fomenta no aluno o espírito proativo, analítico, o ajuda a vivenciar um processo de solução do problema, e o incentiva a não se conformar com ideias prontas, fazendo-o com que exponha as suas. Exemplo: diante de um problema na linha de produção da empresa onde trabalha, como agir? Como analisar o problema e organizá-lo de forma a permitir a proposta de soluções?

  1. 3. O aluno se envolve em atividades práticas supervisionadas.

Saem de cena o quadro negro e o modelo tradicional de aula expositiva. Na maior parte do tempo, o aluno está envolvido em uma atividade prática supervisionada, diante de um problema real. A retenção do conteúdo, neste caso, se dá mais pelo fazer do que pelo escutar.  Um exemplo de transformação a partir destes novos métodos está no modo de encarar o Trabalho de Conclusão de Curso. A partir da ideia de tornar o aluno protagonista do processo de aprendizagem, o TCC deixa de ser encarado apenas como um requisito institucional e do MEC para se transformar em um instrumento em que o aluno possa empregar na empresa onde trabalha, de modo a auxiliá-lo na resolução de um problema vivido no ambiente de trabalho.

  1. 4. A sala de aula ganha um novo formato.

Pelo menos uma vez na semana, os alunos da Faculdade da Indústria IEL estudam em uma sala com mesas redondas, totalmente diferentes das salas tradicionais. O objetivo é integrar os estudantes e facilitar o aprendizado nas atividades práticas.

Ensino híbrido: desafiador e engajado

Outra metodologia que altera o modelo tradicional de transmissão do conhecimento e coloca o aluno no centro do processo de ensino é o Ensino Híbrido. Que se baseia no conceito de uma educação que desafie a capacidade dos adolescentes de aprender de forma engajada, com objetivo de atender às demandas do aluno por processos diferentes de aprendizagem. Envolvendo tecnologias tão familiares aos jovens, tutoriais, ferramentas e plataformas on-line são utilizadas como parte do processo de aprendizado, contextualizando a educação à realidade do aluno.

Semelhante à sala de aula invertida, no ensino híbrido os alunos se dedicam à pesquisa e estudos em casa, à distância. No encontro presencial, participam de debates, contextualizam o que foi pesquisado e trocam informações. Tanto alunos quanto professores passam a valorizar mais a experiência, por permitir que se amplie a possibilidade de aprendizado, que considera fundamental a interação entre os envolvidos no processo. As tecnologias são parte definitiva da metodologia, porque são elas que permitem o acesso ao conteúdo à distância e de modo personalizado, adaptado às necessidades de aprendizagem de cada um, a partir da ideia de big data.

A partir deste ano, o ensino híbrido passa a ser aplicado em unidades do colégio Sesi PR para alunos do ensino médio. Para Lilian Luitz, psicopedagoga especialista em desenvolvimento pessoal e familiar e gerente do Colégio Sesi, o modelo reúne o melhor de dois mundos, trazendo para a escola a realidade que já conhecemos: da tecnologia digital inserida e naturalizada em nossa vida, como parte crucial da construção do conhecimento nosso de cada dia.

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