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Cassação de Cunha e posse no STF trazem otimismo ao Brasil, diz Campagnolo

Para o presidente da Fiep, os dois fatos ocorridos nesta segunda (12) abrem possibilidade para se rediscutir o modelo político e o corporativismo nos poderes públicos

Ministra Cármen Lúcia toma posse como presidente do Supremo (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF)

O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, considera que dois fatos marcantes ocorridos nesta segunda-feira (12) servem para aumentar o otimismo em relação ao futuro do Brasil. Para ele, a cassação do mandato do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e a posse da ministra Cármen Lúcia na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) trazem novos ares ao país, abrindo a possibilidade para se rediscutir o modelo político e o corporativismo nos poderes públicos.

“Atravessamos um momento em que o Brasil precisa ser passado a limpo”, afirma Campagnolo. “Esses dois fatos são um sopro de esperança para a sociedade brasileira, que deve se mobilizar para que ocorram mudanças profundas na maneira como as autoridades, dos diferentes poderes e esferas, conduzem nosso país”, completa.

Na opinião do presidente da Fiep, a cassação de Eduardo Cunha, resultado principalmente da pressão popular, abre mais uma oportunidade para que seja rediscutido o sistema político brasileiro. “Está claro que a sociedade não tolera mais esse tipo de política, da qual Eduardo Cunha é um dos principais expoentes, baseada em interesses pessoais ou político-partidários e afundada em esquemas de corrupção, como vem sendo comprovado pela operação Lava Jato”, declara Campagnolo. “A cassação deve servir para, mais uma vez, colocarmos em pauta a discussão sobre mudanças em nosso sistema político, para que tenhamos um modelo de representação que melhor atenda os anseios da população”, acrescenta.

Já em relação à posse de Cármen Lúcia no STF, o presidente da Fiep diz esperar que represente uma mudança na forma de gestão de um dos poderes da República. “A ministra sinaliza com uma postura pouco corporativista, ciente das dificuldades atravessadas pelo país, que não suporta mais aumentos de privilégios para determinadas categorias do serviço público”, afirma. “O que se espera é que essa postura não apenas se confirme no Judiciário, mas que também se espalhe para outras esferas, para que tenhamos maior eficiência na aplicação dos recursos públicos”, conclui Campagnolo.

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