Sesi 70 anos

A história do Sesi no Paraná é revisitada em noite de celebração

José Antonio Fares, superintendente do Sesi no Paraná, durante a solenidade de comemoração dos 70 anos do Sesi / Foto: Gelson Bampi

Na noite da última terça-feira, 12 de julho, aconteceu a comemoração aos 70 anos do Sesi no Paraná. No centro de eventos do campus da indústria, reuniu autoridades, parceiros e empresários. Ao chegarem no átrio do campus, os convidados passaram por um túnel do tempo que contou, através de fotos, a história do Sesi no Paraná. Eles foram recepcionados com caldinho de feijão, feito com a receita das merendeiras do Centro de Educação João Paulo II, entidade apoiada pelo Sesi no Paraná que atende mais de 280 crianças, cujo fundador, Belmiro Castor, foi homenageado na noite.

A solenidade foi aberta por João Henrique de Almeida Souza, presidente do Conselho Nacional do Sesi, que veio de Brasília especialmente para o evento. Na sequência, José Antônio Fares, superintendente do Sesi no Paraná, falou sobre o papel fundamental do Sesi no desenvolvimento do país ao longo das décadas e como os serviços foram evoluindo de acordo com o desenvolvimento da sociedade. Emocionado, referenciando Fernando Pessoa, agradeceu ao time de colaboradores que compõem o quadro do Sesi no Paraná. “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”, citou. “Esta poderia ser uma premonição sobre os colaboradores do Sesi no Paraná, que acreditam na diferença que podem fazer na vida do trabalhador e na indústria com suas ideias inovadoras”, continuou.

O superintendente enfatizou que o crescimento da instituição nos últimos oito anos foi grande – o número de trabalhadores beneficiados pelos serviços oferecidos pelo Sesi no Paraná aumentou de 80 mil para 250 mil –, mas que ainda há um longo caminho a ser percorrido, tendo em vista que mais de 400 mil industriários do Paraná não possuem ensino básico completo e há cerca de 3 milhões de trabalhadores aposentados por acidentes de trabalho no estado. “Precisamos cada vez mais trabalhar por uma indústria forte e sustentável”, afirmou.

A cerimônia seguiu com a entrega do Troféu Pinheiro de Ouro a familiares dos homenageados José Eduardo de Andrade Vieira e Belmiro Castor e foi finalizada pelo presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo. Após coquetel oferecido no átrio, os convidados voltaram ao auditório para o show da dupla Chitãozinho e Xororó, que fechou a noite de celebrações.

O Sesi no Paraná

O Serviço Social da Indústria (Sesi) foi criado em 1946, quando o Brasil passava por uma crescente industrialização. Cientes de que a população que sofria com uma crise de abastecimento, subnutrição, mortalidade e inflação precisava ser assistida e transformada tanto em mão de obra de qualidade, quanto no consumidor que faria o setor crescer, um grupo de empresários elaborou a Carta da Paz Social. O documento estabeleceu, de maneira inovadora, princípios e medidas para o custeio de serviços sociais para os trabalhadores com recursos patronais.

No Paraná, entre os primeiros serviços prestados estavam os Postos de Abastecimento, que ofereciam artigos de primeira necessidade com preços 20% abaixo do mercado, e a Assistência Social, que oferecia de atendimento psicológico e jurídico à colocação profissional. Logo, o Sesi no Paraná lançou Cursos Populares de Alfabetização de Adultos, cursos de formação continuada, educação infantil, assistência médica e odontológica, acesso ao esporte e à cultura ao trabalhador da indústria e sua família.

Passados 70 anos, os serviços evoluíram com o país, mas o Sesi continua indo até a indústria para garantir a educação, a cultura, a responsabilidade social, a saúde e segurança do trabalhador, para alcançar a competitividade e a produtividade do setor.

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