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Inteligência estratégica é fundamental para empresas e governo

Inteligência estratégica é fundamental para empresas e governo, defendem especialistas


No mundo dos negócios, quem tem mais informação tem mais vantagem. A afirmação é do responsável pela Inteligência Econômica da Secretaria Geral de Defesa Nacional da França, Alain Juillet, que participou do Seminário Internacional de Inteligência Estratégica, promovido pelo Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio do Observatório de Prospecção e Difusão Tecnológica do Senai Paraná, nesta terça-feira (16), no Cietep, em Curitiba.


Juillet disse que a inteligência estratégica é fundamental para as empresas e o governo que querem ser bem sucedidos, pois o mundo dos negócios é multipolar e não monopolar. “É preciso saber identificar e aproveitar oportunidades e se prevenir das ameaças de todo o mundo”, alertou. Segundo ele, “é preciso criar a diferença através da informação, do conhecimento”, revelou.


Prospecção de pesquisas; processamento da informação; criação da diferença, através da informação; decisão estratégica e adaptação são as ferramentas da inteligência estratégica. “É preciso saber definir a pesquisa; analisar as informações, sem precisar de intermediários; inovar, ser diferente; possuir estratégias de influência e ter capacidade de se adaptar às mutações do mercado são práticas indispensáveis para sobreviver na competição mundial”, afirmou.


Além de Juillet, o diretor do Centro de Pesquisa CRRM, professor da Universidade d?Aix Marseille III e especialista em Inteligência Econômica junto à Comissão Européia, Henri Dou, também proferiu palestra no evento. Henri Dou abordou algumas estratégias de países emergentes, de forma comparativa e relatou um caso de sucesso tailandês. “Os tailandeses desenvolvem produtos com seus recursos naturais, como o coco. E o lucro ocorre no nível da transformação da matéria-prima”, revelou. “Eles estão atentos à informação e competição que os mercados oferecem e possuem coesão social e inteligência competitiva, estratégica e econômica. É preciso ter informações e saber aproveitar os pontos fracos e fortes do concorrente para se ter um negócio eficaz”, completou.


Philippe Clerc, diretor de Inteligência Econômica, da Inovação e de Tecnologia da Informação na Assembléia das Câmaras Francesas de Comércio e Indústria também falou sobre a Inteligência Estratégica e citou o exemplo dos Estados Unidos, onde as empresas são obrigadas a cooperar com o governo. “Nos Estados Unidos, as empresas devem pensar nas estratégias econômicas, tecnológicas, internacionais e até culturais, para elevar o potencial de suas informações”, contou. “O poder é daquele que tem domínio da informação”, finalizou.


Mais de 60 empresários participaram do seminário, que foi encerrado com um debate. O evento contou com o apoio da Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França, Agência Consular da França em Curitiba e Câmara de Comércio França-Brasil.

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