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Programa do Sistema Fiep de apoio aos APLs completa três anos

Programa do Sistema Fiep de apoio aos APLs completa três anos


A entidade trabalha com 20 Arranjos Produtivos Locais industriais, dos quais 15 já consolidados, que englobam 2 mil indústrias, com 60 mil empregos

O programa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), de apoio aos Arranjos Produtivos Locais (APL) do Estado, está completando três anos neste mês de março. A entidade trabalha com 20 Arranjos do setor industrial, dos quais 15 já consolidados, que englobam mais de 2.000 indústrias, responsáveis por 60 mil empregos diretos.

Os Arranjos Produtivos Locais atuam em torno de uma atividade produtiva especializada, em território definido e com grau intensivo de cooperação e interação entre as empresas. De acordo com o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, os APLs têm papel fundamental no desenvolvimento econômico, social e tecnológico das regiões, beneficiando as empresas e engajando comunidades locais, centros de tecnologia e pesquisa, instituições de ensino e entidades públicas e privadas.

“Tudo isso possibilita às pequenas empresas maior competitividade e inserção em novos mercados, inclusive externos, bem como geração de empregos. Por isso, o Programa APL é prioritário para o Sistema Fiep e deverá ser cada vez mais fortalecido”, afirma Rocha Loures.

Através do Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL), o Sistema Fiep coloca suas competências a serviço do desenvolvimento dos APLs. “As ações incluem mobilização do setor industrial, oferta de serviços, consultorias e programas de desenvolvimento tecnológico e coordenação de planejamento estratégico, além de participação na governança dos APLs”, explica a coordenadora da área de Arranjos Produtivos Locais do Sistema Fiep, Cristiane Stainsack.

Poder da cooperação – As vantagens propiciadas pela união e cooperação são os destaques citados pelos empresários que atuam em APLs. Por exemplo, compras conjuntas que garantem melhores preços, consórcios para exportação, linhas atrativas de financiamento, programas cooperados de capacitação de mão-de-obra.

“Depois que nos reunimos em APL, tivemos acesso a linhas de crédito para financiamento, realizamos viagens internacionais com custo mínimo e pudemos capacitar melhor os funcionários das empresas”, comenta Marcos Aurélio Tudino, do Sindicato da Indústria de Móveis de Arapongas (Sima).

A indústria moveleira de Arapongas produz 1 milhão de peças por mês, o que lhe rendeu o título de 2º pólo moveleiro do Brasil, sendo o primeiro em unidades produzidas. “O APL é um fomento, faz com que as indústrias cresçam e aumentem a produção e o número de funcionários. Os maiores beneficiários são as pequenas e micro empresas”, diz Francisco Marcos Pennacchi, vice-presidente da Fiep e coordenador regional da entidade em Arapongas.

A região de Loanda viu na indústria de metais sanitários uma alternativa para fortalecer a economia local. “Hoje, a produção de torneiras corresponde a 47% do PIB da região. Os outros 53% vêm da atividade agropecuária”, comenta Márcio Fernandes de Morais, secretário executivo da Associação das Indústrias de Metais Sanitários de Loanda e Região.

Ele ressalta como principal vantagem em se organizar em APL a facilidade de financiamento. “Agora a lógica se inverteu: ao invés de procurarmos os bancos, somos procurados por eles. Os bancos perceberam o quanto é vantajoso investir na região, considerada a maior concentração de empresas de torneiras do Paraná e a segunda maior do Brasil”, diz.

“Os cursos, treinamentos e clínicas tecnológicas promovidos pelo Sistema Fiep têm colaborado muito para resolver nosso maior problema, que é a falta de mão-de-obra qualificada”, afirma Verli Antônio Moleta, presidente da Associação das Malharias de Imbituva, município que abriga um APL de Malhas, integrado por 45 empresas que empregam 170 pessoas.

Para o empresário Jayme Leonel, membro da governança do APL de Bonés de Apucarana, o Sistema Fiep teve papel preponderante para o reconhecimento do Arranjo. “A Fiep está presente desde o primeiro momento e, entre outros aspectos, colaborou muito na produção do Censo do Boné 2005, um levantamento completo da cadeia produtiva que orienta todas as nossas ações”, afirma.

Para conhecer mais sobre o programa APL, acesse o site www.fiepr.org.br.


APLs estão em todas as regiões do Paraná

Os 15 Arranjos industriais consolidados apoiados pelo Sistema Fiep são: Confecções (Cianorte/Maringá), Móveis (Arapongas), Bonés (Apucarana), Derivados da Mandioca (Paranavaí), Madeira e Esquadrias (União da Vitória), Malhas (Imbituva), Metais Sanitários (Loanda) Moda Bebê (Terra Roxa), Cal e Calcário (Região Metropolitana de Curitiba), Confecções (sudoeste do Estado), Equipamentos e Implementos Agrícolas (Cascavel e Toledo), Móveis (Sudoeste), Tecnologia de Informação (Londrina), Instrumentos Médicos ? Odontológicos (Campo Mourão) e Software (Curitiba).

Estão em fase de prospecção e planejamento mais cinco APLs: Confecções (Londrina), Alumínio (Sudoeste), Instrumentos e Equipamentos Médico-Odonto-Hospitalares (Curitiba), Tecnologia de Informação (Pato Branco) e Móveis (Umuarama).

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