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Vendas industriais

Faturamento industrial cresce, mas não mostra sustentabilidade

Faturamento industrial cresce, mas não mostra sustentabilidade 


Para Fiep, pequena recuperação das vendas industriais é motivada por questões sazonais e não se verifica em todos os setores


As vendas industriais do Paraná apresentaram crescimento de 2,14% nos cinco primeiros meses de 2006 em comparação a igual período do ano passado. Dos 18 itens pesquisados, oito tiveram variação positiva, mas dez registraram queda. Dos três gêneros de maior participação relativa na economia do estado, dois cresceram: Produtos Alimentares (+16,6%) e Química (+2,27%), e um apresentou variação negativa: Material de Transporte (-8,27%). Em relação ao destino, houve aumento de 9,78% nas vendas realizadas dentro do Paraná e 1,69% nas vendas para outros estados. Já as vendas para o exterior caíram 7,89%.

O nível de emprego caiu nos cinco primeiros meses do ano em comparação a igual período de 2005. O total de pessoas empregadas no setor industrial ficou 4,73% menor. Considerando as pessoas empregadas diretamente na produção o recuo foi ainda maior: 5,34%. Os números constam da pesquisa Indicadores Conjunturais, do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e foram divulgados nesta terça-feira (04).

“O pequeno crescimento foi motivado por questões sazonais que influenciaram alguns segmentos industriais”, analisa o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. Segundo ele, a pesquisa da Fiep mostra que a performance não é homogênea e não é acompanhada por todos os setores da indústria. “A verdadeira recuperação das vendas, com a retomada do crescimento da indústria como um todo, depende de mudanças estruturais da política macroeconômica, como a redução das taxas de juros e a redefinição da política cambial”, defende.

Segundo o coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt, o crescimento nas vendas foi impulsionado principalmente por políticas públicas que determinaram um relativo aquecimento do poder aquisitivo da população, com o aumento do salário mínimo, o programa bolsa-família e a concessão de crédito consignado com desconto em folha de pagamento. De acordo com ele, isso se evidencia pelos dados divulgados pela Associação Nacional de Fabricantes de Eletroeletrônicos, mostrando que as vendas de eletrodomésticos cresceram 7,61% no primeiro trimestre do ano em comparação a igual período de 2005.

“Estes desempenhos são localizados e largamente impulsionados pelo comprometimento da renda futura dos consumidores”, analisa Schmitt. Segundo ele, esta mesma situação não se verifica nos demais setores industriais, o que comprova que o crescimento é localizado e sazonal.

De acordo com a pesquisa da Fiep, no acumulado de janeiro a maio as maiores quedas nas vendas foram registradas nos itens: Matérias Plásticas (- 48,58%); Vestuário, Calçados e Artefatos de Tecidos (-45,96%); Material Elétrico e de Comunicação (-28,57%); e Madeira (-23,68%). Os setores com melhor desempenho no período foram: Perfumarias, Sabões e Velas (+142,15%); Couros, Peles e Produtos Similares (+87,05%); Editorial e Gráfica (+17,76%) e Produtos Alimentares (+16,60%).   

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